Nova Chevrolet S10 High Country 4X4

07/03/2022 - 08:48min

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Pick-up fica mais conectada e muda visual mantendo a mesma essência dos últimos dez anos desta geração

Chevrolet S10 é uma veterana do segmento que se mantém entre as mais vendidas, graças à capilaridade da marca e algumas evoluções pontuais além de uma mecânica confiável e simplificada do motor 2.8 CTDi com tração 4X4. Avaliamos a S10 High Country 2022 com a qual fizemos uma viagem de 1.200km entre São Paulo e Ilha Bela, litoral norte de SP. Foram quatro trechos de estrada além do uso ao longo de quatro dias pela capital paulista provando os pontos positivos e negativos da veterana Chevrolet.

Mudanças recentes
Na versão High Country a S10 tem seu pacote mais completo de itens de série. Além da nova grade em preto brilhante com logo da GM deslocado para a esquerda, rodas pretas com acabamento diamantado e acessórios externos com acabamento cromado, a S10 se mantém na mesma geração desde 2012. Foram mantidos itens exclusivos da versão como o santantônio de fibra, rack de teto e estribos além dos bonitos emblemas “High Contry” na tampa da caçamba, na parte interna e na parte lateral do santantônio.

Na linha 2021 a S10 ganhou um pacote mais completo de airbags com seis bolsas, alerta e frenagem automática de emergência e também alertas visuais de mudança de faixa e distância do carro à frente com uma pequena imagem projetada no painel. Também ganhou a multimídia MyLink3 com Wi-fi a bordo, Apple CarPlay e Android Auto sem fio e conectividade para até sete smartphones.
Mecânica sem mudanças
Vale lembrar que o conjunto mecânico é o mesmo de sempre. Motor 2.8 CTDi turbodiesel de 200cv e bons 51kgfm de torque associado ao câmbio automático de seis marchas com opção manual na alavanca, seletor de tração 4X4 e 4X4 com reduzida pelo conhecido botão giratório no console. Para se adequar ao Proconve L7 a GM fez uma mudança na programação do motor, anunciada em dezembro de 2021, e incluiu um novo filtro de escape para reduzir até 95% das emissões de particulados na atmosfera. Ao que notamos, as mudanças não foram sentidas na forma de conduzir a S10.
A bordo da pick-up
Sem qualquer mudança mecânica e de plataforma a sensação de guiar a S10 segue sem mudanças. Altura do solo, ergonomia, bom espaço interno seguem sem mudanças. Se por um lado o motor turbodiesel se mostra sempre disposto com alto nível de torque, por outro a transmissão de seis marchas poderia ter relações um pouco mais longas. Saímos de São Paulo com muita bagagem oculta sob a caçamba e três pessoas a bordo rumo à Ilha Bela, no litoral norte de São Paulo. Nas estradas paulistas em terreno plano a tração 4X2 dá conta do recado e ainda entrega maior economia de combustível. Logo no início da viagem, a internet com Wi-Fi bordo se mostrou rápida e eficiente para o propósito. Só falhou mesmo durante os trechos de serra onde não há cobertura de sinal. Também faz falta pontos adicionais de recarga USB pois a S10 mais cara da gama tem apenas um ponto.
No litoral, um pouco mais quente, fez falta a saída de ar-condicionado para o banco traseiro. Com uma cabine ampla o sistema de climatização poderia ser mais eficiente. Mesmo nas ruas estreitas de Ilha Bela foi possível transpor a pick-up sem maiores problemas. Porém o sistema de frenagem automática pode ser acionado caso um veículo cruze no sentido contrário e acione o dispositivo o que requer atenção. Ainda assim, a S10 se mostrou eficiente e confortável nestes trechos urbanos mais curtos. Fora da estrada, nos terrenos arenosos, a tração 4X4 se mostrou eficiente no controle do veículo. Só fez falta um auxílio maior de câmeras além da única câmera de ré assim como algum alerta de ponto de cego e de fluxo cruzado. Outro item que faz falta é um sistema de amortecedor para a tampa da caçamba cujo fecho é duro e a queda da peça é brusca exigindo força para operar.
O retorno para São Paulo devolve o prazer ao volante com o torque sempre disponível da S10 nos trechos de subida de serra. Ainda que a transmissão oscile um pouco entre  a segunda e terceira marchas, a calibração da S10 é boa e no primeiro trecho registramos consumo de 11,9km/L nas rodovias. Depois, retornamos a Ilha Bela pelo mesmo trecho e refizemos a subida noturna de serra repetindo os bons números de consumo. À noite também se nota que a Chevrolet poderia usar uma iluminação melhor com sistema LED para a S10. Os faróis halógenos são baixos e difusos especialmente para enxergar sob situações de neblina.
Após quase 800km reabastecemos a S10 que em média mista fez 11km/l. Mesmo ao reabastecermos e nos trechos seguintes, a S10 se manteve com as mesmas médias de consumo. A parte mecânica merece louvor pelo desempenho da suspensão, da tração e também no consumo bom para um veículo com 2.101kg. Ficam apenas as ressalvas para alguns itens de segurança ativa e passiva que ela fica devendo, especialmente um modelo top de linha e ainda mais para um veículo de grande porte como controle de cruzeiro adaptativo, sistema adicional de câmeras entre outros. O acabamento tem o mesmo perfil interno que conhecemos há uns bons anos e pode cansar um pouco. Ainda assim, os trunfos da Chevrolet estão sob o capô mas também com um visual que faz o possível para se manter atualizado.
A S10 High Country é uma das mais baratas do segmento com preço de R$ 297,1 mil. Entre as concorrentes estão a recém atualizada e líder Toyota Hilux SRX (R$ 315 mil)Ford Ranger Limited (R$ 319,9 mil), Mitsubishi L200 Sport HPE-S (R$ 311,9 mil) e a Nissan Frontier que chega a R$ 308 mil mas que em breve irá ganhar uma nova geração iniciando um novo ciclo de renovações no segmento de pick-ups.

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