Guerra de Gigantes: Nova Ranger encara Amarok, Hilux e S10

A picape da Ford fica mais bonita, tecnológica e barata de manter. Mas é o suficiente para superar as antigas rivais?

10/05/2016 - 13:17min

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O estrondo no mercado de picapes provocado pelos lançamentos recentes de Renault Duster Oroch, Fiat Toro e nova geração da Toyota Hilux está só no início. A temporada de novidades continuará com as Nissan Frontier, Mitsubishi L200 Triton, Renault Alaskan, Mercedes-Benz GLT (ou Classe X) e o aguardado facelift da Chevrolet S10. Mas, enquanto elas não vêm, a Ford se antecipa com a Ranger reestilizada, que você conhece em detalhes agora.

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Por mais que você enxergue diferenças entre as picapes, todas têm um ponto em comum: estão cada vez mais urbanas, sem perder a típica brutalidade quando exigidas. A linha 2017 da Ranger comprova o movimento migratório das picapes que trocam o campo pela cidade. A Ford ganha refinamento dentro da cabine, tecnologias emprestadas do sedã Fusion, investe em segurança, aumenta a garantia e o preço… Bem, o preço subiu.No design, as mudanças estão concentradas somente na dianteira. A grade está maior e ganha contornos semelhantes aos de outros carros da marca. Portanto, saem de cena os faróis simplórios para dar lugar ao conjunto com bloco elíptico – fica devendo o LED diurno do SUV e irmão Everest (vendido na Ásia). Para-choque com barra de proteção integrada deixa a Ranger mais robusta. Na traseira, como disse, sem novidades.

A cabine muda da água para o vinho – ou melhor, da lama para o asfalto. Esqueça a tentativa de transmitir robustez com console curvado e de aparência barata. Tudo está horizontalizado para dar destaque à nova central multimídia Sync 2 com tela de 8”, que concentra os comandos de ar-condicionado, entretenimento, GPS e telefone. O novo volante revestido de couro acolchoado traz os comandos das duas telas configuráveis, que fazem as vezes dos instrumentos.

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O conforto só não é maior por causa do espaço limitado no banco traseiro para os passageiros mais altos. Além do túnel central, que deixa encolhidas as pernas de quem senta no meio.

Cintos de três pontos e encosto de cabeça para os três passageiros, além do Isofix para fixar a cadeirinha do bebê, passam a ser itens de série. A segurança da cabine é reforçada com sete airbags.

TECHNO RANGER

Por R$ 179.900, a versão testada – a topo de linha Limited – vem equipada com itens não esperados nas picapes médias, como controle de cruzeiro adaptativo, alerta para mudança de faixa, frenagem de emergência até 30 km/h com aviso visual e sonoro, sistema de monitoramento de pressão dos pneus, câmera de ré e ar digital dual-zone.

Apesar de tantas regalias para andar na cidade, a Ford não esqueceu que a picape também deve encarar terrenos difíceis. Por isso, incorporou na Ranger o gerenciamento eletrônico da tração nas quatro rodas, que permite acionamento até 120 km/h. Além disso, o eixo traseiro agora vem com diferencial blocante. Um dos destaques é o sistema de partida em descida, que possibilita a atuação dos freios e do acelerador em cada roda, evitando que a picape patine ou atole. Se você encontrar inundações pela frente, não se desespere. Ela é capaz de encarar um “rio” de 80 cm, altura do logotipo da Ford na grade dianteira.

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Mesmo com os pneus 80% asfalto e a adoção de novos coxins na cabine, a Ranger continua com o típico comportamento saltitante das picapes médias. Na estrada, você nota nitidamente as oscilações da cabine, enquanto na cidade a buraqueira é absorvida com eficiência. Ainda assim, ao contrário de algumas rivais, a Ranger é segura e estável em curvas mais rápidas, mérito dos controles de tração e estabilidade.

Na boa, a grande mudança no comportamento da picape está na troca da antiga e pesada direção hidráulica pela elétrica progressiva. Ela deixa a Ranger leve como o Ka na hora das manobras, e firme como o Fusion na estrada. Com sistema de compensação de vibração, as sensações são totalmente anestesiadas.

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O câmbio automático de seis marchas também passa por mudanças e proporciona trocas suaves, mesmo em rotações mais altas. Ele é bem casado com o motor 3.2 turbodiesel Duratorq, com 200 cv de potência a 3.000 rpm e 47,9 kgfm de torque entre 1.500 e 2.800 rpm. A força é entregue cedo e de maneira linear, o que resulta em retomadas rápidas em estrada e agilidade na cidade, mesmo com seu tamanho um tanto abrutalhado.

O preço da Limited subiu quase R$ 16 mil. Pelo menos você terá boa surpresa no pós-venda. A Ford reduz os valores das revisões até 30 mil km e, de quebra, elimina a primeira visita à revenda, que acontecia aos 6 meses (ou 5.000 km).

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MENOS VISITAS

Agora, o dono faz a primeira revisão somente aos 10 mil km rodados. A manutenção até 30 mil km, que antes saía por R$ 3.740, passa a custar R$ 2.464, economia de 34% – mas a marca ainda não definiu os preços das últimas três revisões, que antes totalizavam assustadores R$ 3.856. A garantia foi ampliada de três para cinco anos, dois a mais que as rivais.

Custo-benefício, tecnologia e reestilização que a deixa moderna são trunfos que a Ranger tem para encostar nas líderes de vendas neste segmento. Em 2015, ela ficou em terceiro lugar (16.880 unidades), mas bem atrás de Toyota Hilux (32.900) e Chevrolet S10 (33.370). Nos dois primeiros meses do ano, perdeu uma posição para a Amarok. Renovada, quem sabe ela tire uma casquinha do frisson que toma conta das picapes.

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