Peugeot 208 de 1,2 litro equilibra agilidade e economia

Sem sobressair aos 1,0-litro, novo motor Puretech de três cilindros deixa-o bom de dirigir, mas preço incomoda

03/06/2016 - 14:31min

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Pode um carro melhorar com menos cilindros, cilindrada, potência e torque? A Peugeot sugere que sim com a recente substituição de motor para as versões de maior volume de vendas do 208: sai o quatro-cilindros da série TU de 1,45 litro e duas válvulas por cilindro, entra o três-cilindros Puretech de 1,2 litro e quatro válvulas. Para confirmar se a troca foi positiva, o Best Cars submeteu um desses carros a uma avaliação completa.

Recebemos a versão superior equipada com ele, a Allure, que custa R$ 55.790 ou R$ 56.980 com pintura especial (há ainda a Active de R$ 49 mil e a Active Pack por R$ 52.490). Entre seus equipamentos de série estão alarme volumétrico, ar-condicionado automático de duas zonas, bolsas infláveis laterais dianteiras, computador de bordo, controlador e limitador de velocidade, controle elétrico de vidros, travas e retrovisores, direção com assistência elétrica, faróis de neblina, lanternas traseiras com leds, repetidores laterais das luzes de direção, rodas de alumínio de 15 pol, sensores de estacionamento na traseira, sistema de áudio com tela tátil de sete polegadas e teto envidraçado.

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À primeira vista, há pouca vantagem na mudança. Apesar de todo o avanço técnico que o novo motor representa (leia Comentário Técnico na página 2), a potência caiu de 89/93 cv do quatro-cilindros para 84/90 cv no três-cilindros, e o torque máximo, de 13,5/14,2 m.kgf a 3.000 rpm para 12,2/13 m.kgf a 2.750 rpm, sempre na ordem gasolina/álcool. Os dados de desempenho, assim, apontam perdas expressivas: a aceleração de 0 a 100 km/h piorou de 11,7/10,9 segundos para 14,3/12,8 s e a velocidade máxima caiu de 177/181 km/h para 171/177 km/h.

Onde a novidade alcança seu maior benefício é no consumo: pelos dados oficiais conforme os padrões do Inmetro, o novo 208 faz 15,1/10,9 km/l no ciclo urbano e 16,9/11,7 km/l no rodoviário, ganhos importantes sobre os 11,6/8 km/l (cidade) e 14,3/9,6 km/l (rodovia) do antigo, sempre naquela ordem de combustíveis. O benefício da troca chega a 36% no caso do consumo urbano com álcool.

Submetido aos padrões de medição do Best Cars o pequeno Peugeot também foi bem, com destaque para o consumo em trajeto urbano leve, 15,6 km/l de gasolina (foi mantido o combustível com o qual o recebemos, para evitar misturas no tanque). No trajeto rodoviário os 12,5 km/l foram mais modestos, como habitual em carros de pouca potência, que são mais exigidos nessa medição pelo ritmo de viagem e o uso de ar-condicionado. Ficamos devendo a comparação ao 208 de 1,45 litro, que não passou pelas mesmas medições.

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Economia é bom, sobretudo nesses tempos bicudos, mas como ficou o 208 Puretech para quem dirige?

As impressões com o novo motor são, de modo geral, positivas. Superada a faixa mais baixa (até 1.500 rpm ou pouco mais), fornece respostas consistentes ao acelerador e mostra-se bem “esperto” ao redor de 2.500 rpm, região comum no uso urbano. A sensação nessas condições é de cilindrada superior, em torno de 1,4 litro, equivalendo-se ao motor substituído. Explorado a pleno, porém, o Puretech não tem muito mais a oferecer: em alta rotação o desempenho é moderado, equivalente ao de concorrentes de 1,0 litro

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