Pesquisa confirma: 90% dos consumidoresbuscam oficinas e não concessionárias

Pesquisa vem enfatizar o alerta da Associação sobre a necessidade de contar com um profissional de credibilidade.

11/12/2012 - 15:37min

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Há algum tempo, a Anfape – Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças – discorre sobre a importância de um mecânico de confiança para o conserto do carro. Recentemente, a consultoria internacional Roland Berger, uma das maiores do mundo, divulgou um estudo que aponta que a maior parte dos consumidores brasileiros prefere levar o carro na oficina ao invés da concessionária. A pesquisa vem enfatizar o alerta da Associação sobre a necessidade de contar com um profissional de credibilidade.

O material demonstra que após o período de garantia, em média um ano, 90% dos donos de carros “fogem” das concessionárias. Os principais motivos, que afetam 43% das pessoas, são os altos preços das peças e problemas no serviço oferecido na rede de distribuição da montadora. São citados ainda a baixa confiabilidade (36%), serviços mal executados (33%), tempo longo de reparo (17%), falta de direcionamento e fraca oferta de serviços (14%), tempo de espera longo e localização longe de casa (12%), pouca flexibilidade de horários (10%) e fim da garantia (9%).

Roberto Monteiro, diretor executivo da Anfape, explica que este é um cenário bem conhecido e os consumidores sofrem com o serviço de pós-venda oferecido pelas concessionárias. “Sabemos que o Brasil é hoje o quarto maior mercado mundial de veículos, mas o interesse de certas montadoras é apenas efetivar novas vendas. As necessidades posteriores dos consumidores ficam em segundo plano, como no caso da reposição de autopeças”, enfatiza Monteiro.

Em decorrência dos serviços mal executados e do alto preço nas concessionárias, o país vive uma alarmante situação de desabastecimento. Cada vez mais aparecem novos casos de consumidores em situações gravíssimas, que aguardam há mais de um mês o carro ficar pronto.

Mesmo assim as montadoras Fiat, Ford e Volkswagen, continuam tentando impedir as alternativas no momento de repor uma peça avariada, inviabilizando a produção e comercialização das similares. “Não conseguem abastecer o mercado de reposição, mas também não querem que outras empresas o façam. Visam eliminar a concorrência no setor de autopeças visuais dos veículos, que compõem o segmento de colisão. O problema recai totalmente sobre o consumidor, que acaba refém da situação, em tamanha fragilidade”, diz Monteiro.

Certamente, o problema será agravado ainda mais se toda a cadeia de produção e comercialização de peças similares for eliminada por estas montadoras, o que acabará não apenas com os fabricantes, mas até mesmo com o mecânico de confiança. Nesta situação, os consumidores terão, inevitavelmente, que recorrer às concessionárias.

O estudo da Roland Berger chega em um momento crucial para o mercado, pois novas montadoras anunciam planos de instaurar fábricas no país. É o momento propício para “acender” o sinal de alerta: é fato que é bem mais interessante utilizar oficinas com reparadores de confiança, logo é imprescindível que o consumidor se atente para o monopólio de mercado que buscam a Fiat, Ford e Volkswagen.

Se assim conseguirem, o consumidor perderá o direito de escolha e terá ainda de se submeter aos serviços mal executados e aos preços exorbitantes. “Muitas peças apresentam diferença de até 100% do valor a mais nas concessionárias”, pontua Monteiro.

A Anfape conta com o apoio de entidades que defendem os direitos dos consumidores. A causa está em andamento no CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica – que no final de 2010 decidiu pela abertura de processo administrativo para verificar uma possível conduta abusiva das montadoras Fiat, Ford e Volkswagen frente ao mercado independente.

O CADE é responsável por avaliar as consequências concorrenciais do registro das peças e de seu uso. Associações afetas à Propriedade Intelectual, ainda procuram entrar em consenso sobre como a questão deve ser encarada. Enquanto isso, a Anfape se posiciona ao lado dos consumidores, buscando preservar seus direitos e sua liberdade de escolha.

Sobre a Anfape – www.anfape.org.br

A Anfape – Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças – surgiu com o intuito de representar e fortalecer o setor de reposição independente de autopeças no Brasil. Desde a sua constituição, em 2007. A entidade tem buscado reverter às ações de algumas grandes montadoras de automóveis que se valem do expediente de registrar os componentes visuais de seus veículos (capôs, para-lamas, para-choques, faróis, retrovisores etc.) como desenhos industriais com o propósito de inibir a atuação dos independentes no segmento de reposição, o que se dá por meio da proibição da produção e da comercialização das peças.

No início de 2007, a Anfape formulou uma representação junto ao Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência – CADE denunciando a conduta das montadoras FIAT, FORD e Volkswagen. Tal iniciativa teve como objetivo assegurar às empresas do mercado independente de autopeças o direito de produzirem e comercializarem itens visuais dos veículos. A Associação considera que as montadoras utilizam seus registros de desenhos industriais de peças automotivas de forma abusiva, o que configura conduta contrária à ordem econômica brasileira.

Fonte: www.reposicao-autopecas.webnode.com

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