Bati o carro, e agora? Veja como agir em um acidente em 5 passos

Por mais prudente que um motorista seja, é quase impossível passar a vida sem se envolver pelo menos em uma batida  

14/09/2015 - 18:14min

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Choque entre três veículos e um micro-ônibus na zona leste de São Paulo: mesmo
quem entrou de “gaiato” na história vai ter dor de cabeça pela frente

Por mais prudente que um motorista seja, é quase impossível passar a vida sem se envolver pelo menos em uma batida — nem que seja aquele “totozinho” de leve.

Mesmo quem respeita todas as leis de trânsito está sujeito, em algum momento, a ser vítima de outros motoristas infratores, do seu excesso de confiança ou mesmo de suas limitações físicas (como visão, cansaço e reflexos). Quando um acidente se torna inevitável, a pergunta mais importante passa a ser: o que fazer depois?

UOL Carros conversou com dois especialistas e mostra um guia rápido, em cinco passos, sobre como agir corretamente após se envolver em um sinistro. Saber as ações mais adequadas para cada situação ajuda a evitar transtornos ainda maiores do que aqueles provocados pelo incidente em si. Confira:

1) Constatar se há feridos

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Apenas médicos socorristas devem mexer nos feridos, para evitar que lesões agravem

Prestar socorro às vítimas é passo inicial e imprescindível. Caso haja um ferido, independentemente da aparência da gravidade, ligue para Samu (192) ou Bombeiros (193) e detalhe ao máximo o estado de saúde dos envolvidos. “Não mexa nas pessoas para não agravar possíveis lesões. O máximo a fazer é conversar para mantê-las conscientes até o socorro chegar”, explicou Marco Oliveira, gerente técnico do Cesvi Brasil (Centro de Experimentação em Segurança Viária). Vale lembrar: omissão de socorro é crime, sob penas de: um a seis meses de prisão (lesões leves); um a quatro anos (ferimentos graves); quatro a 12 anos (morte).

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2) Sinalizar acidente

Caso haja vítimas com ferimentos mais sérios ou até fatais, é importante manter os veículos imóveis até chegada da perícia. Nesse caso, use o triângulo de sinalização para indicar aos demais motoristas que há ali um ponto crítico. “A sinalização deve ocorrer em um local onde os demais carros ainda não estejam vendo o acidente. Só assim é possível reduzir a velocidade e aumentar a atenção”, ressalta Oliveira. Com chuva, o espaço deve ser maior. Caso não haja vítimas, os envolvidos ficam livres para manobrar os carros (caso possível) até um local seguro, desobstruindo o fluxo.


Triângulo deve ser posicionado em
distância suficiente para que demais
motoristas possam frear com antecedência

3) Registrar Boletim de Ocorrência

Não é obrigatório registrar Boletim de Ocorrência de um acidente, exceto se houver óbito. Entretanto, ao identificar que há discordância sobre quem é o causador, chamar a polícia (ou se dirigir à delegacia mais próxima) e fazer o B.O. significa ter um documento de segurança caso a pendência vá parar na Justiça. “O boletim atesta a boa fé do envolvido”, afirma Manes Erlichman, especialista e diretor da corretora de seguros Minuto.

4) Identificar o culpado

Acionar a polícia também pode ser útil para definir quem teve culpa. O causador será responsável por arcar com todas os custos do acidente. Se ele estiver segurado, é obrigação entrar em contato imediatamente com a seguradora e verificar o que a apólice cobre. Há contratos que não incluem despesas como tratamentos médicos ou danos materiais a terceiros. O culpado deve pagar do bolso tudo que o seguro não cobrir. Caso você seja o causador, uma dica é ser o mais preciso possível na descrição à seguradora: “Incompatibilidades entre o que foi dito e constatado na perícia podem levar a empresa a não autorizar o pagamento”, enfatizou o diretor da Minuto.

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Não é preciso chamar a polícia em ocorrências menores,
mas recomenda-se acioná-la quando há dúvidas sobre quem foi o responsável pelo acidente


5) Providenciar o conserto

Depois de tudo isso, chega a hora de levar os veículos para reparo. Para quem tem seguro, recomenda-se procurar oficinas credenciadas pela companhia. Elas já possuem orçamentos pré-aprovados, o que agiliza a autorização para início do conserto. Mas atenção: isso não é obrigatório. “Caso o consumidor prefira um mecânico que não esteja na lista, a seguradora tem que aceitar. Só que o processo pode demorar um pouco mais”, pondera Erlichman.

Fonte: UOLCARROS

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