Veículos: quem ganhou e quem perdeu mercado em 2012 

Entre as 10 maiores montadoras, apenas a Aliança Renault Nissan teve ganhos expressivos

09/05/2012 - 10:07min

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A Aliança Renault Nissan acelerou o ritmo de expansão no Brasil este ano. Enquanto o mercado nacional de veículos leves encolheu 3,2% entre janeiro e abril, para 1,01 milhão de unidades, as duas marcas registraram saltos nos volumes de vendas. Juntas as sócias tomaram 3,6 pontos porcentuais de market share das concorrentes, que encerraram o quadrimestre em queda.

A Renault licenciou 68,8 mil veículos no ano, com crescimento de 29,5% sobre igual intervalo do ano passado. As vendas foram puxadas pelo Duster, que foi o segundo utilitário mais vendido do País, com 9,6 mil unidades, apenas nove a menos do que o Ecosport, ainda líder do segmento. O Fluence, sedã médio da marca, também ganhou fôlego. O modelo foi o único do segmento a encerrar abril com as vendas em alta.

Com isso a marca francesa abocanhou 1,7 ponto de participação, para 6,7%. Apesar de ter mantido a quinta posição no ranking, a fabricante mostra foco na estratégia para tomar da Ford a quarta colocação. Para isso, a companhia avança com a ampliação da rede de distribuição e aumenta a diversidade da gama de produtos.

A fabricante tem em curso investimento de R$ 500 milhões no Brasil para desenvolver produtos e aumentar a capacidade produtiva da fábrica de São José dos Pinhais (PR). A elevação dá continuidade ao crescimento registrado no ano passado, quando a Renault conquistou 0,8 ponto de market share, o maior ganho entre as dez principais marcas do País.

NISSAN ACELERA

A sócia Nissan também iniciou 2012 com presença importante nas vendas. A marca contabilizou 35,9 mil emplacamentos. O volume é 111,8% maior do que o registrado há um ano e impulsionou a montadora da 12ª para a 6ª posição no ranking, com ganho de 1,9 ponto de participação, para 3,5% do mercado.

O lançamento do March e do Versa, carros mais acessíveis da marca, foi o motor da expansão. O crescimento, no entanto, pode perder o ritmo nos próximos meses caso a companhia esgote a cota de importações sem imposto do México, onde os modelos são produzidos.

Se isso acontecer, a empresa terá de tomar a decisão de repassar o aumento de preço dos carros para o consumidor e frear seu crescimento ou absorver esse custo e reduzir as margens. Em 2014 a montadora deve inaugurar uma nova fábrica no Brasil, em Resende (RJ), fruto de investimento de R$ 2,6 bilhões. A partir daí, haverá mais espaço para a marca crescer localmente.

DILUIÇÃO DAS VENDAS

Com exceção das marcas da Aliança e da Fiat, todas as outras no ranking das dez maiores perderam mercado no primeiro quadrimestre. A concentração das vendas de veículos nesse grupo caiu de 91,1% entre janeiro e abril de 2011 para 89,5% este ano. O bloco das quatro maiores montadoras instaladas no Brasil (Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford) respondia por 71,1% dos emplacamentos do País há um ano. Este número caiu para 70% agora.

A Fiat obteve leve aumento de participação, de 0,2 ponto porcentual. A empresa registrou desaceleração de 2,3% nas vendas até abril, para 227 mil unidades. Com queda inferior a do mercado total, a companhia italiana manteve a liderança com 22,3% de market share. O saldo positivo é reflexo do lançamento do novo Palio, em novembro do ano passado, que veio juntar forças como o Uno.

Apesar do preço inicial de R$ 82.470, o Freemont também garantiu bons resultados à Fiat. Com 4,4 mil emplacamentos, o primeiro utilitário da marca é o quinto mais vendido do segmento no País, na frente da Chevrolet Captiva e do Citroën Aircross.

Na contramão da principal rival, a vice-líder Volkswagen teve leve perda de participação sobre o primeiro quadrimestre do ano passado, de 0,1 ponto, para 20,7%. A fabricante licenciou 210,7 mil carros, com queda de 3,8%. Apesar disso, o Gol permanece como o carro mais vendido do mercado nacional, com 78,3 mil unidades no período.

Já a General Motors foi a montadora que mais entregou mercado entre os 10 principais players. Nem o Cobalt e o Cruze, em versões hatch e sedã, lançados a partir do segundo semestre de 2011, conseguiram segurar as vendas, que caíram 8,2%, para 178,1 mil veículos. A presença da marca diminuiu quase um ponto porcentual, para 17,5%.

A Ford abriu mão de fatia menor das vendas nacionais, de 0,2 ponto, para 9,5% de participação. O volume de emplacamentos ficou 5% menor na comparação com o registrado no ano passado, para 96,7 mil carros. Para não perder mais espaço, a marca faz barulho em torno da chegada do novo EcoSport, prevista para o segundo semestre. Em breve a montadora iniciará também as vendas das versões atualizadas da Ranger e do Fusion.

A Honda caiu uma posição e foi a sétima colocada no ranking no quadrimestre, com 3,1% de participação nas vendas. O nível é 0,3 ponto menor do que o registrado no mesmo período de 2011. A empresa vendeu 31,7 mil veículos no País, com retração de 13,7%. A também japonesa Toyota se manteve na nona colocação, com redução de 0,2 ponto no market share, para 2,6%. Os emplacamentos da marca ficaram 10,6% menores no período, com 26,6 mil unidades.

As PSA Peugeot Citroën foi mais uma a anotar perdas importantes. A Citroën diminui a presença no mercado nacional em quase 0,7 ponto, para 2,1%, e entregou quase tudo o que ganhou em 2011. Foram vendidos 22,1 mil carros da marca francesa no primeiro quadrimestre do ano, com redução de 26,4% na comparação com o resultado registrado há um ano. As vendas da Peugeot sofreram tombo de 20,1%, para 20,8 mil veículos. Com o resultado, a empresa perde 0,4 pp de market share e passa a responder por 2% do mercado interno, caindo para a 11ª posição do ranking das marcas mais vendidas.

EFEITO DO IPI MAIOR

O aumento de 30 pontos no IPI de carros importados afetou com força os negócios das marcas coreanas. A Hyundai, que encerrou 2011 em sexto lugar no ranking, desceu para a oitava colocação no primeiro quadrimestre deste ano, perdeu 0,4 pp de presença nas vendas e ficou com 2,8% de market share. Nos próximos meses a marca pode recuperar parte do terreno com o início da produção local da versão flex do ix35.

A rápida evolução da Kia no mercado também foi interrompida. Com o aumento de preços causado pelo adicional no IPI, as vendas da importadora caíram 44,4%, para 13,9 mil unidades. A empresa desceu da 11ª para a 13ª posição no ranking, perdeu de 1 ponto porcentual de market share e passou a responder por 1,3% das vendas totais.

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Fonte: AutomotiveBusiness

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