Teste Jeep Commander Limited TD380: Tudo que você precisa

07/02/2022 - 08:08min

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Jeep Commander Limited TD380 4x4 Turbodiesel

É fácil a convivência com o Commander na cidade? Os inúmeros assistentes fazem sentido? No fim das contas, consigo fazer o mesmo que um utilitário como o SW4? Meu contato com o Commander até agora tinha sido breve, poucos dias, muitas vezes em revezamento com todos da redação. Desta vez tive um tempo extra com a versão diesel “mais barata”, que para falar a verdade, saindo por R$ 274.490 já não é tão barata assim. Quer saber o que achei?

Como estamos neste momento de maior atenção, meus dias a bordo do Jeep Commander Limited TD380 foram quase todos na cidade. Mesmo assim acabei pegando um pouco de estrada para sentir o seu comportamento com a lotação máxima.

O que o Commander Limited traz de diferente?

Sempre que eu conversava com o time da Jeep sobre o desenvolvimento do Commander, que naquela ocasião ainda era o futuro de “SUV de 7 lugares mais sofisticado feito no Brasil”, a promessa era de que não seria um “Grand Compass”. A promessa foi cumprida parcialmente. Não tem como não ver o irmão menor ao entrar na cabine. Mesmo desenho de painel, volante, central multimídia, comandos do ar-condicionado e até o painel de instrumentos digital. O que muda são os materiais, e cores, da versão mais cara. Nesta intermediária, tudo é muito parecido por causa do acabamento preto.

Mesmo nesta configuração você encontrará arremates na cor cobre. Eu pensei que seria destoante, mas a composição ficou mais discreta do que imaginei. Como você pode ver, o console central também tem este acabamento e uma elevação diferente do Compass. Aqui você também pode ver a primeira diferença desta versão para a de topo: como não há ajustes elétricos para o banco dianteiro do passageiro, a Jeep criou um porta-objetos embaixo do assento.

Como ainda estamos aqui dentro, o Commander Limited se diferencia também pelo sistema de áudio com 6 alto falantes (na topo é premium com 9 da Harmman Kardon), mas com a mesma tela e os mesmo recursos. Outro ponto é que nesta versão você não encontrará o teto solar panorâmico e nem a tomada auxiliar de 127V. Aquele sistema de abertura eletrônica do porta-malas com sensor de presença também não vem.

O visual do Commander Limited muda?

Passando para a parte externa, a versão Limited não tem pintura nas peças plásticas, o que na minha opinião faz mais sentido. Se você cria estas proteções para não se preocupar com possíveis arranhões, por que pintar? E também acho que a proposta aventureira, como nasceu lá atrás no Palio Weekend Adventure, se diferenciava justamente pelas peças plásticas sem pintura. Outra diferença estão nas rodas, que aqui são de 18 polegadas e tem desenho diferente.

No restante, é tudo igual. Até mesmo os faróis, que também esperava uma assinatura luminosa mais imponente pelos DRLs. Com as várias possibilidades que se têm com os LEDs, utilizar duas linhas para as luzes de rodagem diurna na parte inferior do para-choque é pouco e não traz uma personalidade esperada para o porte e proposta da carro. Isso é uma observação para todas as versões.

Commander na cidade e na estrada

O motor TD380 que, traduzindo, significa um 2.0 turbodiesel de 38,7 kgfm de torque, entrega 170 cv de potência. Como você deve imaginar, o farto torque torna a sua condução na cidade fácil. Mesmo com seus 1.885 kg, o Commander consegue entregar boas respostas do acelerador. Reforçando: estou falando de um desempenho esperado para o porte e peso, nada de esportividade aqui, ok? Para ficar mais claro, seu 0 a 100 km/h em nossos testes foi feito em 12,9 s.

É mais alto que o Compass? Um pouquinho, por causa dos pneus 235/50 contra os 235/45 do irmão menor (mesmo perfil tanto para aro 18 como 19). Isso significa que se você parar ao lado de um SW4 notará que o Commander é mais baixo. Claro, tem outras explicações técnicas aqui, como a adoção de uma plataforma monobloco versus chassi, etc, mas indo direto ao ponto, o Commander não entrega o mesmo porte do SW4.

Por este mesmo motivo você encontrará no Commander um SUV mais estável, com menor rolamento da carroceria e uma condução mais linear. É muito mais cidade do que o modelo da Toyota. Você também encontrará no Commander Limited uma vasta lista de assistentes de condução semi-autônoma.

Me chamou a atenção o bom trabalho do isolamento acústico, que consegue neutralizar bem aquele ruído característico dos motores diesel. Só quando você pisar mais fundo para elevar o giro pode ter alguma lembrança, mas só.

Sobre o consumo, demorou para o marcador de nível de combustível começar a baixar. Comigo fez média 9 km/litro na cidade. O câmbio automático de 9 marchas cumpre bem o seu papel, e como identifica que está na cidade, faz as trocas mais cedo para ajudar na economia de combustível.

Na estrada me chamou a atenção a estabilidade e o bom desempenho. Com o carro cheio você espera, e recebe, resposta quando pisa no acelerador. Outro ponto positivo é que você fica feliz quando vê o consumo de combustível em 13,8 km/l.

Tempero italiano

A maioria dos italianos se expressam gesticulando, e em algumas vezes, com intensidade forte na voz. Esse tempero parece ter sido aplicado aqui no Compass. É ótimo ter o aviso de colisão frontal com frenagem de emergência com detecção de pedestres e ciclistas com Panic break assist. O problema é que ele é, digamos, sensível e exagerado. Quando o carro identifica uma possível colisão (que pode ser uma desaceleração do veículo à frente ou um motociclista que muda de faixa), você não recebe apenas um, mas sim 3 alertas sonoros consecutivos… e bem altos.

Isso chega a incomodar porque a partir do segundo alerta, já não há mais aquela situação de risco e você sabe que será agraciado com mais um alerta. Tem também o aviso de mudança de faixas. Você já deve imaginar né? É ótimo na estrada, mas quando estamos em vias periféricas, você vai sentir o volante puxando ao desviar de um buraco. Ao menos você pode desligar rapidamente por um botão no painel, mas precisa fazer isso todas as vezes que ligar o carro.

Tem de tudo

Tirando os exageros nos alertas, há os exageros positivos. A lista de itens de série desta versão é generosa. Piloto automático adaptativo, acendimento automático dos faróis com comutação automática de farol alto, ar-condicionado dual zone e ajuste de intensidade para as fileiras traseiras, Keyless Enter ‘n Go; partida remota, controles de estabilidade, tração e anti capotamento, HDC – Hill Descent Control, HSA (Hill Start Assist), monitoramento de pontos cegos, seletor de terrenos (Selec-Terrain), direção elétrica, tração 4×4 Jeep Active Drive Low e 7 airbags (frontais, laterais, de cortina e para os joelhos do motorista).

Tem também o sistema de reconhecimento de placas de trânsito, central multimídia com tela de 10,1 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto com conectividade sem fio e tomadas USB na frente e atrás (com direito às novas USB-C). Há ainda o sistema de estacionamento semiautônomo (Park Assist), que sempre impressiona em demonstrações públicas.

Nós já falamos nos testes anteriores do espaço interno, mas para relembrar, a acomodação dos passageiros na fileira do meio oferece mais espaço para as pernas do que o Compass, além do bom espaço para os ombros e as saídas de ar-condicionado com regulagem de intensidade individual. Bancos com assentos maiores garantem mais conforto para quem vai ali. Os trilhos ajudam a melhorar as coisas para quem vai na terceira fileira, e como você sabe, pode até levar dois adultos, mas será melhor aproveitado para levar crianças ali.

Vale a pena a economia

No fim das contas, o Commander Limited tem muitos pontos positivos e que resolvem praticamente tudo que o Compass não oferece para quem precisa de mais espaço. A Jeep até conseguiu entregar uma leve diferenciação no acabamento, mas a essência de ambos ainda é a mesma. Isso é ruim? Como pode ser ruim se estamos falando do SUV médio de maior sucesso no Brasil? Entrega bom acabamento, uma lista generosa de itens de série além de um toque de premium, graças ao emblema Jeep ali.

Se vale a pena a Limited? Confesso que não senti falta de nenhum item da versão mais cara. Nem dos detalhes visuais, nem da roda maior, do ajuste elétrico do banco do passageiro, nada. Nem o teto solar, que gosto. Optando por essa versão são exatos R$ 27 mil a menos, uma economia generosa.

No fim das contas, deu para entender o motivo do sucesso do Commander e a fila de espera. Ter a opção com motor turbodiesel é um dos principais trunfos do modelo, aliado ao diferencial de levar até 7 passageiros. Se você acha que os R$ 274.490 são caros, basta olhar para o Chevrolet Trailblazer e seu preço de R$ 368.470 ou o Toyota SW4 por R$ 395.690.

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