Primeiras Impressões Corolla Cross GR-S e Hilux GR-S: dupla dinâmica

18/04/2022 - 08:35min

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Enquanto alguns fabricantes praticamente esqueceram do segmento de esportivos ou mesmo dos chamados “esportivados” no Brasil, a Toyota segue expandido sua linha GR-Sport no país. Depois do Corolla GR-S e da SW4 GR-S, a Toyota traz agora mais dois modelos preparados pela Gazoo Racing: o Corolla Cross GR-S e a Hilux GR-S, sendo que a picape está em sua terceira fase e agora vem com mais potência pela primeira vez.

Nessa semana tivemos a oportunidade de andar brevemente nos dois modelos GR-S mais novos, que foram lançados recentemente no Brasil. No Corolla Cross GR-S, demos algumas voltas no Autódromo Velocitta, em Mogi Guaçu, interior de São Paulo. Já na picape Hilux GR-S também andamos no mesmo complexo, porém o test-drive ocorreu apenas num percurso off-road de média intensidade. Mas antes de falar sobre esse primeiro contato com os dois lançamentos da Toyota Gazoo Racing, bora relembrar o que o SUV médio e a caminhonete trazem de novidade.

O que é?

O Corolla Cross GR-S é o mais novo integrante preparado pela divisão esportiva da Toyota e assim segue a mesma receita dos outros modelos GR-Sport, que é o primeiro nível de preparação da marca que soma pacote visual mais agressivo e suspensão mais rígida. A Toyota faz questão de dizer que a linha GR-S não é um “esportivo de adesivo”, ou seja, que tem apenas mudanças visuais. Vale lembrar que acima da linha GR-Sport (ou GR-S), há a gama GR, com carros como GR Yaris e GR Supra, e a linha GRMN, com o GRMN Yaris. Ainda em 2022 o Brasil receberá o GR Corolla Hatch, que será o primeiro com potência de esportivo da Gazoo Racing por aqui.

Voltando ao Corolla Cross GR-S, ele tem como maior diferença o novo para-choque dianteiro, que é o mesmo usado pela versão asiática. A peça tem entrada de ar inferior redesenhada e faróis de neblina dispostos para cima e com acabamento preto brilhante, enquanto a grade dianteira é nova e se estende até embaixo dos faróis. Na lateral há listras na parte inferior das portas e rodas de 18 polegadas exclusivas, enquanto o acabamento preto brilhante aparece na traseira na régua acima da placa e na parte inferior do para-choque traseiro. No geral, o SUV agora traz estilo mais agressivo para se diferenciar das demais versões.

Pulando para a cabine, o Corolla Cross GR-S recebe quase o mesmo tratamento do “irmão” sedã Corolla GR-S, ou seja, o SUV traz bancos de couro e suede com costuras em vermelho e o logo “GR” em relevo no encosto de cabeça, mas não traz as costuras vermelhas no painel como o sedã. Apesar de não ser uma edição limitada, o SUV recebe uma plaqueta de identificação com o número do modelo no console central – algo que já é tradição nos carros da Gazoo Racing. É uma forma de agradar o cliente que valoriza esses detalhes, segundo a marca.

Como já havíamos comentado lá em cima, esse primeiro nível da linha Gazoo Racing geralmente não mexe no motor em si, tanto que o Corolla Cross GR-S manteve o propulsor 2.0 flex aspirado que rende até 177 cv a 6.600 rpm e 21,4 kgfm de torque a 4.400 rpm. O câmbio também segue igual: automático do tipo CVT com 10 marchas – sendo a 1ª com engrenagem e as outras 9 virtuais.

Lembra que dissemos que a linha GR-Sport não vive só de adereços estéticos e emblemas? A Gazoo Racing fez algumas leves alterações no Corolla Cross GR-S para melhorar sua dinâmica e assim ter um comportamento mais esportivo para fazer jus aos emblemas GR-S espalhados pelo SUV, à exemplo da suspensão com um novo braço estrutural ligado ao chassi para aumentar a rigidez. A marca afirma também que o controle da direção elétrica foi reajustado visando uma melhor dirigibilidade do SUV e a assistência em manobras.

Já a Hilux GR-S é um pouco mais conhecida no mercado brasileiro, tanto que já está em sua terceira fase por aqui. E a principal diferença é que a picape não só traz o pacote visual e suspensão ajustada comum a linha GR-S, como também recebe uma recalibração no motor para ficar mais potente. Com isso, a Hilux GR-S chega aos 224 cv e 55 kgfm de torque a 2.800 rpm com seu motor 2.8 turbodiesel, este equipado com turbina de geometria variável e intercooler para gerar 20 cv e 4,1 kgfm de torque a mais do que as configurações “civis” da caminhonete.

O câmbio segue automático de 6 marchas e a tração é 4×4 com reduzida. Assim como o Corolla Cross GR-S, a Hilux GR-S também passou por atualizações na suspensão. Segundo a marca, a picape ganhou uma nova calibração nas molas para ficar mais rígida, fora que houve um aumento de 30% do diâmetro dos amortecedores monotubo em relação as demais versões da Hilux. Como resultados dessas alterações, a Toyota afirma que a picape tem resposta mais direta e progressiva em velocidades mais altas e também em trechos off-road, o que dá mais segurança ao motorista.

Visualmente a nova Hilux GR-S mantém o estilo da anterior, mas com evoluções. Continua lá a grade frontal com o nome Toyota escrito em letras grandes (em vez do logotipo) e o logo GR, além das molduras nos para-lamas para deixar a caminhonete com estilo mais “parrudo”. As laterais contam com adesivos mais discretos e rodas de 17 polegadas calçadas com pneus 265/60 todo-terreno, enquanto capô, teto, maçanetas, santantônio e retrovisores são pintados de preto. Já o para-choque traseiro é pintado de cinza.

No interior a picape tem acabamento próximo ao do que vemos no Corolla Cross GR-S, à exemplo dos bancos com revestimento que mescla couro, tecido sintético e suede, além de costuras contrastantes vermelhas. O emblema GR também aparece no encosto de cabeça, só que aqui é colorido e bordado. Ainda são exclusivos da Hilux GR-S as pedaleiras de alumínio, o volante com o logo GR, o painel de istrumentos, a placa de identificação da unidade no console e tapetes GR.

Como anda?

Como comentamos lá no início, nosso primeiro contato com o SUV e a picape preparados pela Gazoo Racing foi bastante breve. Com o Corolla Cross GR-S rodamos no autódromo Velocitta e pudemos notar que o trabalho feito na suspensão deixou o SUV levemente mais “durinho”, mas apenas o suficiente para garantir que a carroceria não rolasse muito nas curvas, principalmente no contorno das mais fechadas. Sim, o carro ainda tem aquela leve inclinação nessas situações, afinal ainda estamos falando de um utilitário com 1.420 kg de peso e com centro de gravidade um pouco mais alto que o sedã.

Aparentemente, o Corolla Cross GR-S também manteve seu conforto a bordo, o que é esperado para um carro de proposta familiar, mas vamos bater o martelo sobre isso apenas quando fizermos um teste completo aqui no Motor1.com rodando com o veículo nas ruas – num asfalto que seja menos liso que o do autódromo, pois não conseguimos sentir como o SUV da linha GR-S se comporta em uma via irregular com valetas ou mais esburacada.

O ajuste da suspensão não chamou tanto a atenção quanto a direção, que notadamente ficou mais direta e um pouco mais firme em velocidades mais altas, obedecendo aos comandos do motorista de forma mais rápida em desvios de trajetória, “copiando” melhor a pista e sendo mais progressiva do que as versões convencionais do SUV médio.

Pulando para a Hilux GR-S, nosso contato se restringiu basicamente ao uso off-road. Com o modo 4×4 acionado, subimos uma sequência de morros que lembrava praticamente uma corcova de camelo e a picape passou com tranquilidade, mostrando que seus ângulos de ataque e saída estão em dia.

A nova calibração das molas realmente deixou a picape mais firme, o que ajudou a ela não “sacolejar” tanto como a versão normal, com isso a caminhonete transmitiu mais segurança em situações em que a suspensão trabalha bastante. No geral, aquele efeito “rebote” dos coxins da cabine e da suspensão trabalhando ao mesmo tempo, algo característico de picapes feitas sobre chassi, ficou mais suave.

Não tivemos muito espaço para tirar tudo o que o motor 2.8 turbodiesel oferece, mas num trecho de reta com terra batida ficou notável o quanto a Hilux GR-S puxa mais nas acelerações, já que o torque de 55 kgfm aparece desde as 2.800 rpm. Em um futuro teste completo, vamos ver na prática os números de aceleração e retomadas com esse motor mais potente e “torcudo”.

Quanto custa?

O novo Corolla Cross GR-S é a versão mais cara com motor 2.0, chegando por R$ 188.490 ou por R$ 189.990 quando o teto é pintado de preto. Portanto, os itens de série são os mesmos da versão XRE, com destaque para o ar-condicionado digital de duas zonas, central multimídia de 9” com Android Auto e Apple CarPlay, computador de bordo com tela TFT de 7”, controle de cruzeiro adaptativo com frenagem automática de emergência, sistema de permanência em faixa, sete airbags, entre outros.

Já a Hilux GR-S chega como opção topo de linha da picape por R$ 348.790 e agrega faróis de LED com DRL, lanternas de LED, multimídia com tela de 8 polegadas, sistema de som com 8 alto-falantes e 1 subwoofer, câmera com visão 360º, assistente de descida, 7 airbags, piloto automático adaptativo com frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e alerta de mudança involuntária de faixa de rolamento. A picape só não tem o sistema de aquecimento e resfriamento da SRX por conta dos bancos esportivos.

No resumo da ópera, o Corolla Cross GR-S chega com suspensão mais firme e como uma opção para quem quer se diferenciar na multidão, já que ostenta uma frente própria e cabine com acabamento diferente. Já a Hilux GR-S ostenta um visual mais robusto, que agora finalmente é justificado pelo motor 2.8 turbodiesel mais potente – sendo o seu maior empecilho o preço elevado perante a concorrência. Mas a julgar pela tradição da marca Toyota no mercado, isso não deverá ser um problema para os entusiastas da picape.

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