Euro 5: queda nos juros compensa preço maior 

Roberto Cortes avalia medidas de incentivo do governo para veículos comerciais

30/05/2012 - 14:30min

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As duas reduções da taxa de juros para financiamentos de bens de capital (que inclui veículos comerciais pesados) anunciadas pelo governo, uma anunciada em abril, de 10% para 7,7% ao ano e a segunda em maio, de 7,7% para 5,5% ao ano, vão causar queda nos índices negativos estimados para o segmento de veículos comerciais pesados, especialmente caminhões. A ajuda veio em boa hora, avaliou Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, que responde pela Volkswagen Caminhões e Ônibus e agora pela marca MAN, recém-chegada no País.

O presidente da MAN revelou que a indústria trabalhava com estimativa de queda de até 20% na produção de caminhões este ano e que com as novas medidas, esta redução deve ficar entre 7% e 10%. Os incentivos também eliminam o maior entrave enfrentado pelo setor para alavancar as vendas dos modelos Euro 5: o preço, que ficou de 10% a 15% mais caro que a versão Euro 3.

“É a minha maior crença para mudar as perspectivas para o ano. Aquele temor do início está acabando: nunca tivemos taxas tão baixas, o que fez com que o aumento de preço seja compensado com a redução de custo no financiamento. No fim das contas, um modelo Euro 5 sai pelo mesmo preço de um Euro 3”, afirmou.

O presidente da MAN também disse que se reuniu com o diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Alan Kardec, na segunda-feira, 28, para apurar ele mesmo sobre a disponibilidade do diesel S50, outro entrave que causou muitas dúvidas por parte dos clientes. Cortes garantiu que há diesel suficiente para abastecer os postos credenciados em todo o País. “Também estamos extinguindo as dúvidas quanto ao Arla 32, que é oferecido por um preço competitivo em todas as nossas 150 revendas espalhadas pelo Brasil”, acrescentou.

REAJUSTES

Apesar da boa notícia para o setor, o mercado ainda assim será menor em 2012. Para ajustar os estoques à demanda, a MAN Latin America concederá o que Cortes chamou de “mini férias coletivas”, no período de duas semanas, a partir de 4 de junho. A empresa acertou os detalhes em uma reunião realizada nesta terça-feira, 29, com representantes do sindicato dos metalúrgicos de Volta Redonda (RJ).

“Nossa relação com o sindicato sempre foi amistosa e nessa reunião exaurimos qualquer possibilidade de demissão. Nossa decisão pelas férias se alinha com a necessidade de ajustes de estoque e esperamos retomar a produção em condições normais na segunda quinzena de junho, já com a visão de um novo cenário.”

Fonte: AutomotiveBusiness

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