Conheça os problemas da utilização de água da torneira no sistema de arrefecimento

Sem sombra de dúvidas, a água que chega às nossas torneiras é pensada para o consumo humano e, ao contrário do que muitos imaginam, não deve ser utilizada no sistema de arrefecimento veicular.

07/11/2012 - 11:17min

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Sem sombra de dúvidas, a água que chega às nossas torneiras é pensada para o consumo humano e, ao contrário do que muitos imaginam, não deve ser utilizada no sistema de arrefecimento veicular. Isso porque a água da torneira é extremamente danosa ao motor, por sua carga de componentes químicos, como o cloro, que reage ao entrar em contato com os metais presentes no radiador, como o alumínio, provocando corrosão e afetando, consequentemente, as demais peças do sistema.

A ampla utilização de água ‘torneiral’ no sistema de arrefecimento é fruto de uma cultura errônea que, graças às informações que chegam aos profissionais, através de palestras, informativos, atendimentos técnicos e profissionais bem esclarecidos, vem se alterando a cada dia.

Água boa

Em outras palavras, água boa de beber não serve para refrigerar o motor. O estado de São Paulo tem, por exemplo, uma lei específica que classifica as águas destinadas ao abastecimento doméstico em quatro categorias (Classe 1, Classe 2, Classe 3 e Classe 4), dependendo da necessidade de tratamento para o consumo humano.

Refiro-me ao Decreto nº 8.468/76, que aprova o regulamento da Lei nº 997 de 31 de maio de 1976, que dispõe sobre a Prevenção e o Controle da Poluição do Meio Ambiente. Nele está previsto que, para o abastecimento doméstico, os rios devem ser de Classe 1 a 3 e, à medida que se deteriora a qualidade (da Classe 1 para a Classe 4), o tratamento se torna mais complexo e caro.

Vale lembrar que a qualidade da água é medida a partir dos parâmetros físico-químicos e microbiológicos encontrados nos efluentes e cargas de efluentes domésticos e industriais a que estão submetidos.

Assim, a água do saneamento básico passa por vários processos de limpeza para neutralização de impurezas, deixando-a potável para o consumo humano. Esse processo consiste na aplicação de produtos químicos, como cloro, flúor, coagulantes, cal e quando muito impura, usa-se carvão ativado e permanganato de potássio.

Outra dificuldade encontrada é a escassez de água, pois isso torna o tratamento cada vez mais caro e difícil, sendo necessária maior adição de componentes químicos. Se imaginarmos que toda água do planeta estivesse numa caixa d’água de 100 litros, 97 corresponderiam às águas salgadas, que não podem ser utilizadas para abastecimento público. Dos três litros restantes, boa parte se encontra nas calotas polares e também não podem ser utilizados, restando uma quantidade baixa para o consumo.

Matéria da edição Nº217 – Março de 2009

Fonte: Jornal Oficina Brasil

Veja um exemplo abaixo do estrago que a falta de aditivo causou no motor:

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