Para não deixar ferver

Se não usar esse produto o motor pode ter problemas?

27/11/2012 - 13:56min

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Um sistema de arrefecimento funcionando corretamente, na temperatura ideal, só traz benefícios ao motor, que ganha em durabilidade, economia de combustível e desempenho e, consequentente, tem menor nível de emissões. Por isso, a troca do fluido de arrefecimento, uma mistura de água e aditivos específicos, é de extrema importância no check list da manutenção preventiva de um veículo.

A função do aditivo de arrefecimento é transformar a água num fluido adequado ao bom funcionamento e proteção do sistema de arrefecimento do motor de combustão interna. “O líquido faz a troca de calor, ganhando calor quando passa pelo motor e perdendo ao passar no radiador”, explica Fernando Landulfo, instrutor do SENAI-Vila Leopoldina.

“Existem vários aditivos para arrefecimento no mercado brasileiro, mas o mecânico deve usar aquele recomendado pelo fabricante ou outro de especificações similares de boas marcas. Cuidado com os líquidos de má procedência, procure sempre certificados e homologados”, alerta.

A composição e as propriedades dos fluidos variam de acordo com as especificações de cada fabricante, mas, geralmente, são produtos à base de polímeros, etilenoglicol e agentes anti-corrosivos. A formulação pode mudar bastante para aplicação em motores de alumínio, pois determinados agentes que protegem o aço e o ferro fundido atacam o alumínio.

O engenheiro de Aplicação da Bardahl, Arley Barbosa da Silva, explica ainda que existem duas categorias de aditivos, os coolants e os anticorrosivos. Os coolants são os aditivos que possuem em sua composição monoetilenoglicol e um pacote anticorrosivo, e são divididos em duas categorias: os orgânicos (vida estendida) e os inorgânicos. As indicações de um ou outro variam de acordo com as recomendações das montadoras. Os orgânicos oferecem um intervalo maior entre as trocas, o que gera menos descarte de resíduo no meio ambiente.

“Os coolants devem atender a algumas normas, como a NBR 13705 (aditivos coolants inorgânicos concentrados) e a NBR 15297 (aditivos coolants orgânicos concentrados). Já os anticorrosivos são fluidos cuja principal função é prevenir a corrosão, geralmente usados em veículos pesados, de fabricação mais antiga”, comenta Arley.

De acordo com Graziano Oliveira, consultor Técnico da Radiex Produtos Automotivos, a indústria dos aditivos, também chamados de protetores do sistema de arrefecimento, evoluiu bastante na última década e os produtos à base de polímeros – mais baratos, mais eficientes na troca de calor e menos prejudiciais ao ambiente – estão substituindo os compostos desenvolvidos a partir de etilenoglicol, que apesar de terem o seu ponto de congelamento reduzido, são feitos a partir do petróleo, matéria-prima que, além de mais poluente, está mais suscetível às variações de preço do mercado.

Graziano explica ainda que o aditivo de radiador contém uma combinação de inibidores de corrosão, que oferecem proteção às ligas de alumínio, ferro fundido, aço e metais não ferrosos. Prolonga a vida útil dos componentes do sistema como mangueiras, bomba d’água etc. Evita a corrosão, a formação de espuma, eleva o ponto de ebulição da água e baixa o ponto de congelamento, no caso dos produtos com base glicol. “São produtos que devem atender as rígidas exigências da NBR-13.705, SAE-J1034 e ASTM D 3306”, reforça.

Fonte: www.omecanico.com.br

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