Mercado e consumidores se ajustam ao cenário econômico 

Como adequar o negócio à realidade e manter a manutenção dos veículos em dia. Saiba o que uma parcela dos proprietários decidiu fazer com seus carros usados

06/05/2015 - 20:41min

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Via de regra a queda nas vendas de veículos novos é um fator positivo para o mercado de reposição. O argumento é que, na falta do 0 km, o consumidor estenda a utilização do usado e, em consequência, cuide mais da manutenção. Num efeito cascata, o reparador deve, portanto, realizar mais serviços e o varejo vender mais peças. Neste contexto, o cenário econômico está fazendo a sua parte. No primeiro bimestre do ano, os licenciamentos de veículos caíram 23,1% em comparação ao mesmo período de 2015. Não que isto seja uma boa notícia para o país, mas, de certa forma, contempla as expectativas anunciadas pelo mercado de reposição nos últimos meses.

E há mais números emergindo do aftermarket. Pelas projeções do Sincopeças-SP, as oficinas mecânicas independentes devem receber cerca de 3,7 milhões de veículos que sairão da garantia em 2015. “A cada dez veículos previstos nesta estatística, oito devem chegar ao nosso mercado”, comenta Francisco De La Tôrre, presidente da entidade que representa os varejos paulistas de componentes automotivos. “Com isso, o varejo e a reparação devem dar atenção ao fluxo de caixa e aos estoques, já que o custo do dinheiro é muito elevado”, frisa.

O problema é que, conforme a situação do país vai se deteriorando e a confiança do consumidor caindo, a própria manutenção do carro usado começa também a descer na lista de prioridades do cidadão. A linha entre queda nas vendas de novos e estímulo à manutenção de usados é tênue e pode ser rompida pelo agravamento da crise. Há empresas que, neste momento, já percebem em suas atividades o reflexo do fraco desempenho da economia. “O primeiro trimestre do ano encerrou com queda de 10% no movimento das oficinas mecânicas independentes. Os números foram bem abaixo dos que apuramos nos últimos três anos. O ano de 2015 começou complicado”, compara Antônio Fiola, presidente do Sindirepa Nacional e Sindirepa-SP, as entidades que congregam os estabelecimentos de reparação.

Na avaliação do Fiola, a instabilidade econômica deve afastar a possibilidade de o consumidor trocar de carro, mas, ao mesmo tempo, tende a levá-lo às oficinas para fazer apenas a manutenção corretiva. “É muito difícil e lamentável falar em manutenção preventiva sem uma obrigatoriedade, ou seja, a inspeção veicular. Eu não vejo o consumidor disposto a investir ainda mais em um cenário tão adverso como esse”, opina.

A inspeção veicular seria, de fato, um excelente estímulo para que o consumidor reformasse seus conceitos, passando a realizar as revisões antes da manifestação dos problemas – foi o que aconteceu na cidade de São Paulo enquanto a inspeção ambiental era realizada. Mas, como tem mostrado o Novo Varejo em uma série completa de reportagens sobre as perspectivas de implantação das vistorias em todos os estados brasileiros, o assunto é solenemente ignorado pela maioria das unidades da federação. Certamente, devido ao eterno descaso do poder público com as demandas da sociedade, não será esse o estímulo que guiará o setor rumo ao crescimento em 2015.

Fonte: Novo Varejo

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